Em conversa com um de nossos diretores - e por sinal um excelente diretor- , esse problema surgiu da seguinte forma. Ele me perguntou: " e se eu lhe propusesse o papel de um simples objeto e não de um ser humano, por exemplo o papel de uma cadeira- você aceitaria?" Eu respondi: " Se essa cadeira tem amor por uma outra cadeira; se nutre a esperança de um dia se tornar uma poltrona; se essa cadeira tem medo de morrer queimada num incêndio, então eu aceito o papel porque, nesse caso, a cadeira terá a vida do espírito humano." (Eugênio Kusnet)
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